Pequenos inovam na maneira de praticar o bemPequenos inovam na maneira de praticar o bem

09-10-2015

Divulgação Catamoeda®
Fonte: Valor Econômico

Companhias de porte reduzido abraçam iniciativas de doações sociais. Uma das novas tendências desse movimento “do bem” é a maior aproximação entre o tipo de arrecadação e o setor de negócios das empresas que promovem a doação. A catarinense CataMoeda desenvolveu uma máquina que estimula consumidores de supermercados em seis Estados a trocar moedas por vale-compras ou fazer donativos. A Moo.ba, que atua com compras on-line, iniciou este mês uma ação em que os internautas podem transferir quantias para três instituições cadastradas.

A organização sem fins lucrativos Movimento Arredondar também fechou uma parceria com lojas do grupo Malwee. Ao finalizar compras em dois pontos da marca de moda, os consumidores podem arredondar os centavos para o próximo valor inteiro e fazer uma doação da diferença dos centavos. A ação beneficia 16 organizações sociais. No período de março a outubro de 2014, foram realizados 150 mil donativos, num total de R$ 30,4 mil. A meta é distribuir R$ 6 milhões em 2016.

Segundo Nina Valentini, diretora executiva do Movimento Arredondar, a iniciativa surgiu em 2011, com o levantamento de ideias existentes no exterior. “Foram mais de dois anos de estruturação, nas frentes tributárias, jurídicas e tecnológicas.” A operação começou a ganhar escala em março de 2014, mas falta muito a percorrer. “O Brasil é um dos países menos doadores do mundo”, diz. “Falta acesso a mecanismos rápidos, seguros e transparentes.”

No modelo proposto pelo Arredondar, é possível fazer ofertas de até R$ 0,99 em quase 20 redes varejistas que reúnem 200 lojas no Rio de Janeiro e São Paulo. A organização é auditada pela PWC e os lojistas não têm custos com a operação. Para distribuir os valores arrecadados, o Arredondar seleciona organizações sociais alinhadas aos oito Objetivos do Milênio estabelecidos pela ONU, como a redução da mortalidade infantil. A avaliação das entidades envolve visitas, checagem de documentos e dos resultados sociais obtidos nos últimos anos. “O maior desafio é engajar os vendedores para que o cliente saber a doação na hora da compra.”

Segundo Taise Beduschi, gestora de sustentabilidade do grupo Malwee, a marca Puket foi a primeira a participar do programa, com um projeto piloto iniciado em 2011. A expansão para outras bandeiras começou este ano. Somente em 2014, os clientes das lojas doaram R$ 11,4 mil. “A proposta é ampliar para toda a rede, com o envolvimento dos franqueados.”

Para a socióloga Anna Maria Peliano, pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que 68% das empresas com menos de dez empregados desenvolvem algum tipo de atividade de caráter social. Anna coordena a Pesquisa Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC), conduzida pela organização não governamental Comunitas. Também organizou no Ipea estudos sobre a participação do setor privado em ações comunitárias. “Os levantamentos mostram que poucos negócios de porte reduzido atuam por meio de projetos próprios.”

As doações trazem benefícios também para as empresas, segundo a especialista. “O empresariado consegue uma maior aproximação com as comunidades e ganhos de imagem.” Nas análises do Ipea, ela observou que cerca de um quarto das companhias declarou encontrar dificuldades para atuar no setor por falta de confiança ou desconhecimento das organizações que prestam serviços sociais.

“Até há alguns anos, achava-se que a atuação social não deveria ser ‘misturada’ aos negócios. Mas essa combinação permite aproveitar a experiência da companhia doadora.” É o caso da startup CataMoeda, do empreendedor Victor Levy, que desenvolveu uma máquina que estimula consumidores a trocar moedas por vale-compras ou doações. “Os usuários que desejarem substituir suas moedas podem se dirigir a um supermercado que conta com o nosso equipamento. Na hora de fazer o depósito, escolhem entre um vale, que varia de 2% a 5% do valor depositado, ou doar a quantia a uma instituição.”

A CataMoeda tem cerca de 40 máquinas em varejistas de seis Estados, como o Zaffari, no Rio Grande do Sul, e as Drogaria Araujo, em Minas Gerais. A ajuda vai para 22 instituições. Em menos de um ano, foram 13,3 mil doações – total de R$ 10,5 mil. A paulistana Moo.ba criou este mês uma ação de “cashback” (retorno de dinheiro), em que os usuários acumulam crédito em transações realizadas em sites de e-commerce. Os valores acumulados podem chegar até 10% do preço total das compras. “Fizemos acordos com três instituições para que os internautas possam doar as quantias arrecadadas”, explica o sócio José Eduardo Rangel.

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/3796500/pequenos-inovam-na-maneira-de-praticar-o-bem

Divulgação Catamoeda®
Fonte: Valor Econômico

Companhias de porte reduzido abraçam iniciativas de doações sociais. Uma das novas tendências desse movimento “do bem” é a maior aproximação entre o tipo de arrecadação e o setor de negócios das empresas que promovem a doação. A catarinense CataMoeda desenvolveu uma máquina que estimula consumidores de supermercados em seis Estados a trocar moedas por vale-compras ou fazer donativos. A Moo.ba, que atua com compras on-line, iniciou este mês uma ação em que os internautas podem transferir quantias para três instituições cadastradas.

A organização sem fins lucrativos Movimento Arredondar também fechou uma parceria com lojas do grupo Malwee. Ao finalizar compras em dois pontos da marca de moda, os consumidores podem arredondar os centavos para o próximo valor inteiro e fazer uma doação da diferença dos centavos. A ação beneficia 16 organizações sociais. No período de março a outubro de 2014, foram realizados 150 mil donativos, num total de R$ 30,4 mil. A meta é distribuir R$ 6 milhões em 2016.

Segundo Nina Valentini, diretora executiva do Movimento Arredondar, a iniciativa surgiu em 2011, com o levantamento de ideias existentes no exterior. “Foram mais de dois anos de estruturação, nas frentes tributárias, jurídicas e tecnológicas.” A operação começou a ganhar escala em março de 2014, mas falta muito a percorrer. “O Brasil é um dos países menos doadores do mundo”, diz. “Falta acesso a mecanismos rápidos, seguros e transparentes.”

No modelo proposto pelo Arredondar, é possível fazer ofertas de até R$ 0,99 em quase 20 redes varejistas que reúnem 200 lojas no Rio de Janeiro e São Paulo. A organização é auditada pela PWC e os lojistas não têm custos com a operação. Para distribuir os valores arrecadados, o Arredondar seleciona organizações sociais alinhadas aos oito Objetivos do Milênio estabelecidos pela ONU, como a redução da mortalidade infantil. A avaliação das entidades envolve visitas, checagem de documentos e dos resultados sociais obtidos nos últimos anos. “O maior desafio é engajar os vendedores para que o cliente saber a doação na hora da compra.”

Segundo Taise Beduschi, gestora de sustentabilidade do grupo Malwee, a marca Puket foi a primeira a participar do programa, com um projeto piloto iniciado em 2011. A expansão para outras bandeiras começou este ano. Somente em 2014, os clientes das lojas doaram R$ 11,4 mil. “A proposta é ampliar para toda a rede, com o envolvimento dos franqueados.”

Para a socióloga Anna Maria Peliano, pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que 68% das empresas com menos de dez empregados desenvolvem algum tipo de atividade de caráter social. Anna coordena a Pesquisa Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC), conduzida pela organização não governamental Comunitas. Também organizou no Ipea estudos sobre a participação do setor privado em ações comunitárias. “Os levantamentos mostram que poucos negócios de porte reduzido atuam por meio de projetos próprios.”

As doações trazem benefícios também para as empresas, segundo a especialista. “O empresariado consegue uma maior aproximação com as comunidades e ganhos de imagem.” Nas análises do Ipea, ela observou que cerca de um quarto das companhias declarou encontrar dificuldades para atuar no setor por falta de confiança ou desconhecimento das organizações que prestam serviços sociais.

“Até há alguns anos, achava-se que a atuação social não deveria ser ‘misturada’ aos negócios. Mas essa combinação permite aproveitar a experiência da companhia doadora.” É o caso da startup CataMoeda, do empreendedor Victor Levy, que desenvolveu uma máquina que estimula consumidores a trocar moedas por vale-compras ou doações. “Os usuários que desejarem substituir suas moedas podem se dirigir a um supermercado que conta com o nosso equipamento. Na hora de fazer o depósito, escolhem entre um vale, que varia de 2% a 5% do valor depositado, ou doar a quantia a uma instituição.”

A CataMoeda tem cerca de 40 máquinas em varejistas de seis Estados, como o Zaffari, no Rio Grande do Sul, e as Drogaria Araujo, em Minas Gerais. A ajuda vai para 22 instituições. Em menos de um ano, foram 13,3 mil doações – total de R$ 10,5 mil. A paulistana Moo.ba criou este mês uma ação de “cashback” (retorno de dinheiro), em que os usuários acumulam crédito em transações realizadas em sites de e-commerce. Os valores acumulados podem chegar até 10% do preço total das compras. “Fizemos acordos com três instituições para que os internautas possam doar as quantias arrecadadas”, explica o sócio José Eduardo Rangel.

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/3796500/pequenos-inovam-na-maneira-de-praticar-o-bem