O futuro pensado fora da caixaO futuro pensado fora da caixa

30-01-2015

Divulgação FIR Capital, CSEM Brasil
30 de Janeiro de 2015

BELO HORIZONTE – Na entrada do Csem Brasil – Centro Brasileiro de Eletrônica e Microssistemas, na capital mineira, um painel com a imagem de uma criança e uma frase curta resumem o trabalho por ali: “Imagine o futuro… Hoje”. No local, uma equipe multidisciplinar e com sotaque de 12 nacionalidades pensa “fora da caixa” para construir as indústrias do futuro. Criado em 2007 em parceria com o Csem suíço, o centro brasileiro foi iniciativa da  FIR Capital, gestora e provedora de serviços financeiros, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A missão é desenvolver soluções inovadoras para a indústria.

O Csem Brasil recebeu mais de R$ 70 milhões na sua implantação, com investimento do governo de Minas Gerais, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de fundos de investimento. O centro chegou ao Brasil pelas mãos da FIR Capital, precursora em investimento em capital de risco com inovação (venture capital) no Brasil. “Na prática são empresas que vislumbram oportunidades no mercado de tecnologia. Inovações que só vão se concretizar a longo prazo. O Vale do Silício, por exemplo, só se viabilizou graças ao venture capital”, explica o empresário pernambucano e sócio da FIR Capital, Paulo Dalla Nora.

A FIR Capital já tinha atuação no Brasil desde 1999 e seu primeiro grande empreendimento foi a implantação da Biobrás, primeira fábrica de insulina no Brasil e segunda do mundo. Até então, a empresa era comandada pelo fundador Guilherme Emrich. Depois, a FIR decidiu ampliar o espectro de inovação para outros setores, além da tecnologia da saúde e outros sócios encamparam a iniciativa: Andre Emrich, David Travesso Neto, Marcus Regueira, Paulo Dalla Nora Macedo e Tiago Maranhão Alves. Na missão de investir em projetos inovadores, a FIR Capital apostou no Csem Brasil.

O site está encravado no bairro Horto, onde está localizada a chamada Cidade da Ciência e do Conhecimento, ancorada pela Fapemig e onde funcionam várias instituições de pesquisa. “Costumo dizer que sofremos uma espécie de ‘acorda neném industrial’, quando os Estados Unidos conseguiu embargar uma venda de supertucanos da Embraer, porque tinha uma tecnologia norte-americana embarcada. Foi aí que o governo de Minas percebeu a importância de desenvolver tecnologia industrial”, lembra o presidente do Csem Brasil, Tiago Maranhão Alves. “Era preciso pensar como business para garantir que os projetos fossem sustentáveis e tivessem impacto econômico”, reforça.

PRODUTOS

Atualmente, a atuação do Csem se divide entre a produção de pacotes de sistemas (nanotecnologia) e de eletrônica orgânica. Trocando em miúdos, o centro entrou numa briga de gente grande, desenvolvendo no Brasil produtos fabricados apenas nos grandes centros tecnológicos mundiais.

Na área de eletrônica orgânica, um projeto-piloto prestes a entrar em escala industrial é a produção de painéis fotovoltaicos a base de polímeros. Um filme impresso muito leve vai revolucionar a geração de energia solar e fazer concorrência às pesadas placas de silício. O produto pode ser usado em fachadas de prédios, em tetos de carros, em mochilas para carregar baterias de notebooks e celulares, em telhados.

Para efeito de comparação, uma placa de silício com três quilos gera um quilowatt de energia solar, enquanto o filme pesa 150 gramas e gera a mesma energia. Isso significa ganho logístico e facilidade na implantação. Interessadas nas inovações tecnológicas, Fiat Chrysler, Votorantim e Medabil estão investindo no projeto do painel orgânicofotovoltaico, cada uma voltada para aplicação em seus negócios.

Pernambuco tenta, de novo, atrair Csem

O governo de Pernambuco estuda a implantação de uma unidade do Csem Brasil no Estado. Hoje o vice-governador, Raul Henry, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões, visitam o centro em Belo Horizonte para conhecer a experiência mineira. Em 2010, a gestão estadual assinou protocolo de intenção para atrair um Csem Brasil, mas as negociações não avançaram. Agora, numa nova fase da economia estadual, o negócio reforça a estratégia de turbinar o setor de energia renovável.

“Pernambuco já teve a fase 1.0, que foi a aposta em Suape, depois a 2.0, com os empreendimentos estruturadores, e agora avança na fase 3.0, com atenção para a tecnologia e a inovação”, pontua Paulo Dalla Nora, sócio da FIR Capital (criadora do Csem Brasil). Na avaliação do empresário, o centro poderia se alinhar às demandas tecnológicas de setores implantados no Estado, fornecendo soluções inovadoras. Dalla Nora foi responsável pela articulação da visita dos gestores ao site e tem contribuído para apontar possíveis localizações para o Csem Brasil pernambucano.

“O Csem Brasil é um centro de tecnologia aplicada e poderia reforçar nosso parque, que além do Porto Digital, também terá o centro de pesquisa e engenharia para o setor automotivo (da Fiat Chrysler, na antiga Fábrica Tacaruna)”, destaca o secretário Thiago Norões. Ele explica o interesse do Estado na verticalização da cadeia do setor de energias alternativas, desde a área de conhecimento até a produção de componentes. O governo está conversando não só com o Csem Brasil, mas com várias empresas no Brasil e no exterior.

Norões defende que Pernambuco tem condição de verticalizar a cadeia porque conta com especialistas do setor na academia, além de um parque com capacidade para gerar energia e produzir equipamentos. “Isso sem falar nas fontes de financiamentos e nos incentivos fiscais oferecidos para o setor de equipamentos”, complementa.

No Complexo de Suape estão instaladas várias empresas de produção de equipamentos para a geração de energia eólica, a exemplo da LM Wind Power e da Gestamp.

ENERGIA SOLAR

Diante da crise energética brasileira, o governo do Estado estabeleceu como meta aumentar a participação das energias renováveis na matriz energética. “A economia do século XXI precisa conjugar inovação e sustentabilidade”, defende Norões. Pernambuco foi o primeiro Estado do Brasil a realizar um leilão de energia solar, em dezembro de 2013. Uma das preocupações para garantir a viabilidade do leilão seria a comercialização, mas o próprio governo assegurou a compra. “O Estado é um grande consumidor de energia e pode dar liquidez ao contrato”, diz Norões. As energias alternativas ainda têm grande potencial de crescimento na matriz energética brasileira. Hoje, a hidrelétrica lidera com 64% seguida por gás (10%) e biomassa (8%). A eólica participa com apenas 2% e a fotovoltaica não chega a 1%.

Fonte: Jornal do Commercio – Recife – Economia – Pág. 4

Divulgação FIR Capital, CSEM Brasil
30 de Janeiro de 2015

BELO HORIZONTE – Na entrada do Csem Brasil – Centro Brasileiro de Eletrônica e Microssistemas, na capital mineira, um painel com a imagem de uma criança e uma frase curta resumem o trabalho por ali: “Imagine o futuro… Hoje”. No local, uma equipe multidisciplinar e com sotaque de 12 nacionalidades pensa “fora da caixa” para construir as indústrias do futuro. Criado em 2007 em parceria com o Csem suíço, o centro brasileiro foi iniciativa da  FIR Capital, gestora e provedora de serviços financeiros, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A missão é desenvolver soluções inovadoras para a indústria.

O Csem Brasil recebeu mais de R$ 70 milhões na sua implantação, com investimento do governo de Minas Gerais, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de fundos de investimento. O centro chegou ao Brasil pelas mãos da FIR Capital, precursora em investimento em capital de risco com inovação (venture capital) no Brasil. “Na prática são empresas que vislumbram oportunidades no mercado de tecnologia. Inovações que só vão se concretizar a longo prazo. O Vale do Silício, por exemplo, só se viabilizou graças ao venture capital”, explica o empresário pernambucano e sócio da FIR Capital, Paulo Dalla Nora.

A FIR Capital já tinha atuação no Brasil desde 1999 e seu primeiro grande empreendimento foi a implantação da Biobrás, primeira fábrica de insulina no Brasil e segunda do mundo. Até então, a empresa era comandada pelo fundador Guilherme Emrich. Depois, a FIR decidiu ampliar o espectro de inovação para outros setores, além da tecnologia da saúde e outros sócios encamparam a iniciativa: Andre Emrich, David Travesso Neto, Marcus Regueira, Paulo Dalla Nora Macedo e Tiago Maranhão Alves. Na missão de investir em projetos inovadores, a FIR Capital apostou no Csem Brasil.

O site está encravado no bairro Horto, onde está localizada a chamada Cidade da Ciência e do Conhecimento, ancorada pela Fapemig e onde funcionam várias instituições de pesquisa. “Costumo dizer que sofremos uma espécie de ‘acorda neném industrial’, quando os Estados Unidos conseguiu embargar uma venda de supertucanos da Embraer, porque tinha uma tecnologia norte-americana embarcada. Foi aí que o governo de Minas percebeu a importância de desenvolver tecnologia industrial”, lembra o presidente do Csem Brasil, Tiago Maranhão Alves. “Era preciso pensar como business para garantir que os projetos fossem sustentáveis e tivessem impacto econômico”, reforça.

PRODUTOS

Atualmente, a atuação do Csem se divide entre a produção de pacotes de sistemas (nanotecnologia) e de eletrônica orgânica. Trocando em miúdos, o centro entrou numa briga de gente grande, desenvolvendo no Brasil produtos fabricados apenas nos grandes centros tecnológicos mundiais.

Na área de eletrônica orgânica, um projeto-piloto prestes a entrar em escala industrial é a produção de painéis fotovoltaicos a base de polímeros. Um filme impresso muito leve vai revolucionar a geração de energia solar e fazer concorrência às pesadas placas de silício. O produto pode ser usado em fachadas de prédios, em tetos de carros, em mochilas para carregar baterias de notebooks e celulares, em telhados.

Para efeito de comparação, uma placa de silício com três quilos gera um quilowatt de energia solar, enquanto o filme pesa 150 gramas e gera a mesma energia. Isso significa ganho logístico e facilidade na implantação. Interessadas nas inovações tecnológicas, Fiat Chrysler, Votorantim e Medabil estão investindo no projeto do painel orgânicofotovoltaico, cada uma voltada para aplicação em seus negócios.

Pernambuco tenta, de novo, atrair Csem

O governo de Pernambuco estuda a implantação de uma unidade do Csem Brasil no Estado. Hoje o vice-governador, Raul Henry, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões, visitam o centro em Belo Horizonte para conhecer a experiência mineira. Em 2010, a gestão estadual assinou protocolo de intenção para atrair um Csem Brasil, mas as negociações não avançaram. Agora, numa nova fase da economia estadual, o negócio reforça a estratégia de turbinar o setor de energia renovável.

“Pernambuco já teve a fase 1.0, que foi a aposta em Suape, depois a 2.0, com os empreendimentos estruturadores, e agora avança na fase 3.0, com atenção para a tecnologia e a inovação”, pontua Paulo Dalla Nora, sócio da FIR Capital (criadora do Csem Brasil). Na avaliação do empresário, o centro poderia se alinhar às demandas tecnológicas de setores implantados no Estado, fornecendo soluções inovadoras. Dalla Nora foi responsável pela articulação da visita dos gestores ao site e tem contribuído para apontar possíveis localizações para o Csem Brasil pernambucano.

“O Csem Brasil é um centro de tecnologia aplicada e poderia reforçar nosso parque, que além do Porto Digital, também terá o centro de pesquisa e engenharia para o setor automotivo (da Fiat Chrysler, na antiga Fábrica Tacaruna)”, destaca o secretário Thiago Norões. Ele explica o interesse do Estado na verticalização da cadeia do setor de energias alternativas, desde a área de conhecimento até a produção de componentes. O governo está conversando não só com o Csem Brasil, mas com várias empresas no Brasil e no exterior.

Norões defende que Pernambuco tem condição de verticalizar a cadeia porque conta com especialistas do setor na academia, além de um parque com capacidade para gerar energia e produzir equipamentos. “Isso sem falar nas fontes de financiamentos e nos incentivos fiscais oferecidos para o setor de equipamentos”, complementa.

No Complexo de Suape estão instaladas várias empresas de produção de equipamentos para a geração de energia eólica, a exemplo da LM Wind Power e da Gestamp.

ENERGIA SOLAR

Diante da crise energética brasileira, o governo do Estado estabeleceu como meta aumentar a participação das energias renováveis na matriz energética. “A economia do século XXI precisa conjugar inovação e sustentabilidade”, defende Norões. Pernambuco foi o primeiro Estado do Brasil a realizar um leilão de energia solar, em dezembro de 2013. Uma das preocupações para garantir a viabilidade do leilão seria a comercialização, mas o próprio governo assegurou a compra. “O Estado é um grande consumidor de energia e pode dar liquidez ao contrato”, diz Norões. As energias alternativas ainda têm grande potencial de crescimento na matriz energética brasileira. Hoje, a hidrelétrica lidera com 64% seguida por gás (10%) e biomassa (8%). A eólica participa com apenas 2% e a fotovoltaica não chega a 1%.

Fonte: Jornal do Commercio – Recife – Economia – Pág. 4