Entrevista Rodolfo Zhouri – diretor de novos negócios da ABC da ConstruçãoEntrevista Rodolfo Zhouri – diretor de novos negócios da ABC da Construção

05-09-2014

Divulgação ABC da Construção
11 de Agosto de 2014

Formado em administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2009, Rodolfo escolheu o curso, pois almejava algo extremamente dinâmico, desafiador e que envolvesse riscos. Sua história com o empreendedorismo vem de família. O avô materno foi o fundador de uma loja de material de construção no Sul de Minas. Até chegar ao cargo de diretor de novos negócios da ABC da Construção, Rodolfo passou por muitos desafios. Entre eles estão BankBoston, Fundo Novarum, Araújo Fontes e Endeavor.

Fale um pouco sobre sua trajetória profissional

Já ingressei na faculdade com o intuito de fazer uma carreira de sucesso. Logo no 2º período entrei na UCJ (UFMG Consultoria Jr). Decidi ir para uma empresa Jr., pois, na época, era a coisa mais próxima do empreendedorismo que encontrei. Lá, segui a carreira de consultor, já que sempre gostei muito do contato com o cliente. Fiz parte do maior projeto da empresa na época, o que foi muito interessante para mim.

A partir daí, decidi que eu queria trabalhar em banco. Sempre escolhi onde quis trabalhar. Nunca fiquei a mercê das oportunidades. Acho muito importante correr atrás daquilo que se quer. Fiz processo seletivo no antigo BankBoston e fui selecionado. Nunca me esqueço de uma frase que o meu antigo chefe me disse: “Não te contratei pela sua experiência e nem pela sua idade. Te contratei pela sua atitude”. Entrei no BankBoston em um momento de transição e isso foi muito interessante. Pude vivenciar, na minha formação de carreira, um momento muito delicado de uma corporação grande. Acho que para quem quer ter uma carreira sólida, quanto mais coisas você conseguir fazer, melhor é. O principal ponto que um profissional tem é o seu conhecimento e a sua bagagem, e conseguir transformá-los em resultados. Tive sempre muita sorte em encontrar líderes acima de mim que me ajudaram no desenvolvimento da minha carreira.

 

 

Após a experiência no BankBoston, fiz intercâmbio de seis meses na Inglaterra. Lá, fui picado pelo vírus do empreendedorismo financeiro. De retorno ao Brasil, ingressei no Fundo Novarum. Esta foi uma das grandes decisões da minha carreira. Escolhi algo de coração mesmo. No Fundo, aprendi o que é realmente empreender, fazer mais com menos.

O próximo passo foi a Araújo Fontes e, em seguida, a Endeavor. Me tornei o empreendedor da Endeavor em Minas Gerais. Hoje, ela é a maior organização no mundo que fomenta o que chamamos de empreendedorismo de alto impacto. Desenvolvi na Endeavor Minas tudo o que a Endeavor em São Paulo tinha. Em 2012, a regional Minas foi a regional destaque da Endeavor Brasil.

Quis dar o próximo passo da minha carreira e resolvi empreender junto a algum empreendedor. Primeiramente, tive que encontrar alguém com quem eu me identificasse. Naquela época, já me identificava muito com o Tiago (Tiago Mendonça, presidente da ABC da Construção) e com o próprio negócio da ABC. É um negócio com um potencial de crescimento muito grande.

No final de 2012, tomei a decisão de sair da Endeavor, tendo concluído um ciclo e deixando um legado, e vim para a ABC assumir a diretoria de novos negócios. Meu ciclo atual na carreira é que estou empreendendo com empreendedores. O cargo pouco importa para mim. O que importa é o que eu estou fazendo, que é tentar criar várias ações e unidades de negócios aqui dentro da ABC. O maior aprendizado que tive na empresa até agora é que, no dia a dia, o empreendedorismo é menos glamoroso do que imaginamos. Entretanto, ele é muito mais gratificante do que as pessoas pensam. Para chegar onde estou, fiz um pouquinho de tudo aqui dentro.

Quais foram os maiores desafios enfrentados durante sua carreia e como eles te fizeram crescer profissionalmente?

Tive alguns desafios. No Fundo Novarum, por exemplo, me deparei com coisas que eu não tinha a menor ideia de como fazer e não estava pronto profissionalmente para fazer. Isso me levou a ter uma autoconfiança grande, que eu acho que todo empreendedor tem, mas sem arrogância.

Quando fui para a Endeavor, no início, não estava batendo minhas metas e isso me deixou muito mal comigo mesmo. Eu ainda não tinha tido um fracasso profissional. Lá, tive que desenvolver a resiliência e, também, o foco. Na ABC, aprendi o que é trabalhar em uma organização grande. Vi que quando você tem uma posição de liderança, você tem uma responsabilidade muito grande com o que fala e com a maneira como se porta. Outro desafio é saber dizer não e saber aceitar o erro. Realmente, a resiliência é o maior desafio da minha carreira!

Para você, o que é ser empreendedor?

O empreendedor é, antes de tudo, um sonhador que tem a capacidade e a resiliência de transformar um sonho em um negócio. Qualquer negócio tem que nascer para resolver um problema. É fazer mais com menos. Gosto de falar sempre que o empreendedor não é fresco. Ser empreendedor é você não medir esforços, dentro da ética, para poder transformar este seu sonho em uma realidade. Isso envolve “sangue nos olhos, faca nos dentes…” É claro que tem que ter muito talento, muita visão e capacidade de negociação, um conhecimento profundo sobre o mercado no qual você se insere. Empreender é uma vocação e um estilo de vida. É sempre querer ver além e não ser conformado com as coisas.

O dinamismo é o que te força a sair da sua área de conforto. E o empreendedor está constantemente fora da sua zona de conforto. As pessoas têm que ser levadas não pelo dinheiro, mas pelo legado que elas deixam. O maior desses legados é a cultura deixada naquele lugar, que poderá servir como exemplo para as próximas gerações.

O empreendedor tem que ser muito apaixonado pelo o que faz, quase que doentiamente.

Quais dicas você dá para quem está iniciando no ramo do empreendedorismo?

 

Rodolfo com a equipe de novos negócios da ABC Rodolfo com a equipe de novos negócios da ABC
 

A primeira grande dica que dou é: não fique lendo casos de sucesso de empreendedor e ache que você vai ter um caso de sucesso semelhante, pois você aprendeu algumas dicas em um lugar ou outro. Não seja iludido!

A segunda dica é: conheça profundamente o mercado ou o negócio que você está entrando. Em terceiro, seja resiliente! Não faça um plano de negócios, mas sim um modelo de negócios, que tem um potencial enorme para agregar valor ao empreendedor.

E, por fim, o principal: faça algo que você ame! Empreender somente pela oportunidade de gerar dinheiro, para mim, não é sustentável.

ABC – a empresa

Em 1990, tem início a história da ABC da Construção. A empresa começou como um pequeno negócio familiar de Minas Gerais. Com unidades por todo o interior do estado, a ABC tem como foco os materiais de acabamento (pisos, cerâmicas, louças, metais, telhas, tintas e etc).

No ano de 1991, teve sua primeira fase de expansão, com a inauguração da primeira loja fora de Juiz de Fora. Em 2002, com 12 lojas, a ABC já ocupava a liderança regional.

 

 

A segunda fase de expansão começou em 2006, com o objetivo de dobrar o número de lojas. Entre 2009 e 2010, a empresa cresceu a taxas superiores às do mercado (30% ao ano), além de conquistar uma rentabilidade operacional consideravelmente superior à do mercado. Em 2010, conclui-se esta fase. Na época, a rede contava com 23 lojas, em 14 cidades. A ABC ingressava no seleto grupo de empreendedores da Endeavor.

Em 2011, a empresa recebeu investimentos da FIR Capital, gestora de fundos de capital empreendedor para empresas nascentes, emergentes e em expansão, com grande potencial de crescimento, tornando-se sócia minoritária da companhia. Neste ano, a ABC se torna uma empresa S/A.

A terceira fase de expansão ocorreu em 2012, com o “boom” de crescimento da empresa. Com 47 lojas em 30 municípios mineiros, a ABC se tornou a maior rede mineira de materiais de acabamento.

Fonte: http://www.ecaderno.com/profissional/empreendedorismo/entrevista-rodolfo-zhouri–diretor-de-novos-negocios-da-abc-da-construcao

Divulgação ABC da Construção
11 de Agosto de 2014

Formado em administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2009, Rodolfo escolheu o curso, pois almejava algo extremamente dinâmico, desafiador e que envolvesse riscos. Sua história com o empreendedorismo vem de família. O avô materno foi o fundador de uma loja de material de construção no Sul de Minas. Até chegar ao cargo de diretor de novos negócios da ABC da Construção, Rodolfo passou por muitos desafios. Entre eles estão BankBoston, Fundo Novarum, Araújo Fontes e Endeavor.

Fale um pouco sobre sua trajetória profissional

Já ingressei na faculdade com o intuito de fazer uma carreira de sucesso. Logo no 2º período entrei na UCJ (UFMG Consultoria Jr). Decidi ir para uma empresa Jr., pois, na época, era a coisa mais próxima do empreendedorismo que encontrei. Lá, segui a carreira de consultor, já que sempre gostei muito do contato com o cliente. Fiz parte do maior projeto da empresa na época, o que foi muito interessante para mim.

A partir daí, decidi que eu queria trabalhar em banco. Sempre escolhi onde quis trabalhar. Nunca fiquei a mercê das oportunidades. Acho muito importante correr atrás daquilo que se quer. Fiz processo seletivo no antigo BankBoston e fui selecionado. Nunca me esqueço de uma frase que o meu antigo chefe me disse: “Não te contratei pela sua experiência e nem pela sua idade. Te contratei pela sua atitude”. Entrei no BankBoston em um momento de transição e isso foi muito interessante. Pude vivenciar, na minha formação de carreira, um momento muito delicado de uma corporação grande. Acho que para quem quer ter uma carreira sólida, quanto mais coisas você conseguir fazer, melhor é. O principal ponto que um profissional tem é o seu conhecimento e a sua bagagem, e conseguir transformá-los em resultados. Tive sempre muita sorte em encontrar líderes acima de mim que me ajudaram no desenvolvimento da minha carreira.

 

 

Após a experiência no BankBoston, fiz intercâmbio de seis meses na Inglaterra. Lá, fui picado pelo vírus do empreendedorismo financeiro. De retorno ao Brasil, ingressei no Fundo Novarum. Esta foi uma das grandes decisões da minha carreira. Escolhi algo de coração mesmo. No Fundo, aprendi o que é realmente empreender, fazer mais com menos.

O próximo passo foi a Araújo Fontes e, em seguida, a Endeavor. Me tornei o empreendedor da Endeavor em Minas Gerais. Hoje, ela é a maior organização no mundo que fomenta o que chamamos de empreendedorismo de alto impacto. Desenvolvi na Endeavor Minas tudo o que a Endeavor em São Paulo tinha. Em 2012, a regional Minas foi a regional destaque da Endeavor Brasil.

Quis dar o próximo passo da minha carreira e resolvi empreender junto a algum empreendedor. Primeiramente, tive que encontrar alguém com quem eu me identificasse. Naquela época, já me identificava muito com o Tiago (Tiago Mendonça, presidente da ABC da Construção) e com o próprio negócio da ABC. É um negócio com um potencial de crescimento muito grande.

No final de 2012, tomei a decisão de sair da Endeavor, tendo concluído um ciclo e deixando um legado, e vim para a ABC assumir a diretoria de novos negócios. Meu ciclo atual na carreira é que estou empreendendo com empreendedores. O cargo pouco importa para mim. O que importa é o que eu estou fazendo, que é tentar criar várias ações e unidades de negócios aqui dentro da ABC. O maior aprendizado que tive na empresa até agora é que, no dia a dia, o empreendedorismo é menos glamoroso do que imaginamos. Entretanto, ele é muito mais gratificante do que as pessoas pensam. Para chegar onde estou, fiz um pouquinho de tudo aqui dentro.

Quais foram os maiores desafios enfrentados durante sua carreia e como eles te fizeram crescer profissionalmente?

Tive alguns desafios. No Fundo Novarum, por exemplo, me deparei com coisas que eu não tinha a menor ideia de como fazer e não estava pronto profissionalmente para fazer. Isso me levou a ter uma autoconfiança grande, que eu acho que todo empreendedor tem, mas sem arrogância.

Quando fui para a Endeavor, no início, não estava batendo minhas metas e isso me deixou muito mal comigo mesmo. Eu ainda não tinha tido um fracasso profissional. Lá, tive que desenvolver a resiliência e, também, o foco. Na ABC, aprendi o que é trabalhar em uma organização grande. Vi que quando você tem uma posição de liderança, você tem uma responsabilidade muito grande com o que fala e com a maneira como se porta. Outro desafio é saber dizer não e saber aceitar o erro. Realmente, a resiliência é o maior desafio da minha carreira!

Para você, o que é ser empreendedor?

O empreendedor é, antes de tudo, um sonhador que tem a capacidade e a resiliência de transformar um sonho em um negócio. Qualquer negócio tem que nascer para resolver um problema. É fazer mais com menos. Gosto de falar sempre que o empreendedor não é fresco. Ser empreendedor é você não medir esforços, dentro da ética, para poder transformar este seu sonho em uma realidade. Isso envolve “sangue nos olhos, faca nos dentes…” É claro que tem que ter muito talento, muita visão e capacidade de negociação, um conhecimento profundo sobre o mercado no qual você se insere. Empreender é uma vocação e um estilo de vida. É sempre querer ver além e não ser conformado com as coisas.

O dinamismo é o que te força a sair da sua área de conforto. E o empreendedor está constantemente fora da sua zona de conforto. As pessoas têm que ser levadas não pelo dinheiro, mas pelo legado que elas deixam. O maior desses legados é a cultura deixada naquele lugar, que poderá servir como exemplo para as próximas gerações.

O empreendedor tem que ser muito apaixonado pelo o que faz, quase que doentiamente.

Quais dicas você dá para quem está iniciando no ramo do empreendedorismo?

 

Rodolfo com a equipe de novos negócios da ABC Rodolfo com a equipe de novos negócios da ABC
 

A primeira grande dica que dou é: não fique lendo casos de sucesso de empreendedor e ache que você vai ter um caso de sucesso semelhante, pois você aprendeu algumas dicas em um lugar ou outro. Não seja iludido!

A segunda dica é: conheça profundamente o mercado ou o negócio que você está entrando. Em terceiro, seja resiliente! Não faça um plano de negócios, mas sim um modelo de negócios, que tem um potencial enorme para agregar valor ao empreendedor.

E, por fim, o principal: faça algo que você ame! Empreender somente pela oportunidade de gerar dinheiro, para mim, não é sustentável.

ABC – a empresa

Em 1990, tem início a história da ABC da Construção. A empresa começou como um pequeno negócio familiar de Minas Gerais. Com unidades por todo o interior do estado, a ABC tem como foco os materiais de acabamento (pisos, cerâmicas, louças, metais, telhas, tintas e etc).

No ano de 1991, teve sua primeira fase de expansão, com a inauguração da primeira loja fora de Juiz de Fora. Em 2002, com 12 lojas, a ABC já ocupava a liderança regional.

 

 

A segunda fase de expansão começou em 2006, com o objetivo de dobrar o número de lojas. Entre 2009 e 2010, a empresa cresceu a taxas superiores às do mercado (30% ao ano), além de conquistar uma rentabilidade operacional consideravelmente superior à do mercado. Em 2010, conclui-se esta fase. Na época, a rede contava com 23 lojas, em 14 cidades. A ABC ingressava no seleto grupo de empreendedores da Endeavor.

Em 2011, a empresa recebeu investimentos da FIR Capital, gestora de fundos de capital empreendedor para empresas nascentes, emergentes e em expansão, com grande potencial de crescimento, tornando-se sócia minoritária da companhia. Neste ano, a ABC se torna uma empresa S/A.

A terceira fase de expansão ocorreu em 2012, com o “boom” de crescimento da empresa. Com 47 lojas em 30 municípios mineiros, a ABC se tornou a maior rede mineira de materiais de acabamento.

Fonte: http://www.ecaderno.com/profissional/empreendedorismo/entrevista-rodolfo-zhouri–diretor-de-novos-negocios-da-abc-da-construcao