E da tinta fez-se a luzE da tinta fez-se a luz

15-04-2015

Divulgação FIR Capital, CSEM Brasil
Fonte: Época Negócios

Abril de 2015

Um centro de pesquisas mineiro, o CSEM, vai produzir painéis solares que são impressos em fitas plásticas.

Uma tira de plástico na qual é impressa uma espécie de tinta orgânica, capaz de produzir energia solar. Essa tecnologia, considerada o futuro do setor, vai chegar ao Brasil pelas mãos de um instituto de pesquisa mineiro, o CSEM. O produto é maleável e pode ter várias cores e formatos. Por isso, tem aplicações que vão até onde a imaginação – ou o sol – é capaz de alcançar: fachadas de prédios, vidros de carros, coberturas de estádios, mochilas. É difícil estabelecer um limite para tais possibilidades. A tira orgânica deve ser lançada no mercado do país 2015. “Tenho a sensação de que algo único está acontecendo”, diz Tiago Maranhão, presidente do CSEM “Essa é uma das poucas vezes em que o Brasil não precisa ficar a reboque dos outros.” A fabricação de fitas é resultado de um arranjo raro no país. Uniu dinheiro público e privado, pesquisa científica de base e o interesse em criar algo com apelo comercial. Entenda, em cinco pontos, o porquê do sucesso da iniciativa.

  1. A origem
    O CSEM foi criado em 2006 com o dinheiro de três parceiros: a FIR Capital, um fundo mineiro, o BNDES e o governo de Minas Gerais. Ao todo, eles investiram R$ 70 milhões no centro de pesquisas
  2. Por que funciona?
    No CSEM, as pesquisas têm de gerar produtos competitivos. Caso contrário, são abandonadas. “Sabemos o tamanho do nosso cheque”, diz Tiago Maranhão, presidente do centro
  3. Como a tinta foi desenvolvida?
    A pesquisa começou em 2006, com a criação do CSEM. Ele optou por não trabalhar com tecnologias que precisassem criar do zero. A tinta já é usada em países como Japão e Alemanha. O mérito do instituto mineiro foi dominar o processo de produção, envolvendo cientistas de todo o mundo
  4. Qual é a tecnologia empregada?
    É a OPV, abreviação de organic photovoltaic, um painel solar orgânico. Sua principal vantagem competitiva é a produção baratíssima. Ela consome 20 vezes menos energia do que a fabricação de um painel tradicional, de silício
  5. Como irá para o mercado?
    O CSEM não tem fins lucrativos. É um centro de pesquisas, que acaba de criar a sua primeira empresa a Sunew. Ela vai explorar o OPV. A partir de meados de julho, utilizará uma impressora com capacidade para fabricar 400 mil metros quadrados do produto por ano. Será a maior fabricante de OPV do mundo

Vai dar briga com o silício?
A nova e a velha tecnologias solares ainda não competem.

Hoje, a tecnologia de tintas orgânicas (OPV, na sigla em inglês) não concorre diretamente com os painéis solares, feitos de silício. Eles servem a fins distintos. Os painéis tradicionais cobrem grandes áreas em usinas. Os OPVs são empregados na geração pulverizada de energia, em fachadas de prédios ou vidros de carros. Se alguém construísse hoje uma usina com OPV, ela seria mais cara do que com painéis tradicionais. Mas isso pode mudar nos próximos anos. A curva de barateamento do OPV tende a ser radical. O seu processo de produção é simples e barato (trata-se de uma impressão), algo que favorece a queda do valor à medida que a escala aumenta.

Fonte: Época Negócios – Ideias – Abril 2015

Divulgação FIR Capital, CSEM Brasil
Fonte: Época Negócios

Abril de 2015

Um centro de pesquisas mineiro, o CSEM, vai produzir painéis solares que são impressos em fitas plásticas.

Uma tira de plástico na qual é impressa uma espécie de tinta orgânica, capaz de produzir energia solar. Essa tecnologia, considerada o futuro do setor, vai chegar ao Brasil pelas mãos de um instituto de pesquisa mineiro, o CSEM. O produto é maleável e pode ter várias cores e formatos. Por isso, tem aplicações que vão até onde a imaginação – ou o sol – é capaz de alcançar: fachadas de prédios, vidros de carros, coberturas de estádios, mochilas. É difícil estabelecer um limite para tais possibilidades. A tira orgânica deve ser lançada no mercado do país 2015. “Tenho a sensação de que algo único está acontecendo”, diz Tiago Maranhão, presidente do CSEM “Essa é uma das poucas vezes em que o Brasil não precisa ficar a reboque dos outros.” A fabricação de fitas é resultado de um arranjo raro no país. Uniu dinheiro público e privado, pesquisa científica de base e o interesse em criar algo com apelo comercial. Entenda, em cinco pontos, o porquê do sucesso da iniciativa.

  1. A origem
    O CSEM foi criado em 2006 com o dinheiro de três parceiros: a FIR Capital, um fundo mineiro, o BNDES e o governo de Minas Gerais. Ao todo, eles investiram R$ 70 milhões no centro de pesquisas
  2. Por que funciona?
    No CSEM, as pesquisas têm de gerar produtos competitivos. Caso contrário, são abandonadas. “Sabemos o tamanho do nosso cheque”, diz Tiago Maranhão, presidente do centro
  3. Como a tinta foi desenvolvida?
    A pesquisa começou em 2006, com a criação do CSEM. Ele optou por não trabalhar com tecnologias que precisassem criar do zero. A tinta já é usada em países como Japão e Alemanha. O mérito do instituto mineiro foi dominar o processo de produção, envolvendo cientistas de todo o mundo
  4. Qual é a tecnologia empregada?
    É a OPV, abreviação de organic photovoltaic, um painel solar orgânico. Sua principal vantagem competitiva é a produção baratíssima. Ela consome 20 vezes menos energia do que a fabricação de um painel tradicional, de silício
  5. Como irá para o mercado?
    O CSEM não tem fins lucrativos. É um centro de pesquisas, que acaba de criar a sua primeira empresa a Sunew. Ela vai explorar o OPV. A partir de meados de julho, utilizará uma impressora com capacidade para fabricar 400 mil metros quadrados do produto por ano. Será a maior fabricante de OPV do mundo

Vai dar briga com o silício?
A nova e a velha tecnologias solares ainda não competem.

Hoje, a tecnologia de tintas orgânicas (OPV, na sigla em inglês) não concorre diretamente com os painéis solares, feitos de silício. Eles servem a fins distintos. Os painéis tradicionais cobrem grandes áreas em usinas. Os OPVs são empregados na geração pulverizada de energia, em fachadas de prédios ou vidros de carros. Se alguém construísse hoje uma usina com OPV, ela seria mais cara do que com painéis tradicionais. Mas isso pode mudar nos próximos anos. A curva de barateamento do OPV tende a ser radical. O seu processo de produção é simples e barato (trata-se de uma impressão), algo que favorece a queda do valor à medida que a escala aumenta.

Fonte: Época Negócios – Ideias – Abril 2015